18/03/2009
 

Ricardo Pécora fala sobre infecção de prótese na Reunião de Revista

   
 

 

 

Mais uma vez o público lotou o auditório no Vitória Hotel para participar da Reunião de Revista do Grupo de Estudos do Joelho de Campinas, nesta terça-feira, 17 de março. Dessa vez, o encontro contou com a presença do Prof. Dr. José Ricardo Pécora, chefe do Grupo de Joelho do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que veio especialmente para falar sobre prótese infectada, assunto de extrema relevância que já havia sido tratado em artigo no encontro de fevereiro.

 

Antes de apresentar sua aula, Dr. Pécora agradeceu a oportunidade de participar do encontro e destacou a atuação do Grupo do Joelho de Campinas. “É uma satisfação estar aqui e ver a força do grupo e o nível das discussões”, afirmou.

 

Em sua apresentação, o professor da USP explicou todo o protocolo utilizado no HC nos casos de infecção de artroplastia. Apesar de todos os cuidados preventivos no HC, ele disse que lá o índice de infecção é acima da média do país, chegando a 3% dos casos, por causa do grande volume de casos que são operados, vindos de todas as partes do Brasil. Para o sucesso do tratamento das artroplastias infectadas, ele afirma que o importante é o diagnóstico precoce. “É preciso ter uma atitude ativa, abrindo e fazendo toda a limpeza, ao invés de ficar observando como vai se desenrolar o caso, porque aí a situação pode se agravar muito mais”, ensinou.

 

A presença do Dr. Ricardo Pécora provocou o debate entre os médicos presentes na reunião do GEJC. O presidente do Grupo, Wilson Mello, agradeceu sua contribuição ao encontro, que foi muito produtivo e esclarecedor.

 

Além do convidado da USP, a reunião teve a discussão de dois artigos científicos, apresentados pelos ortopedistas José Francisco Nunes e Rodrigo Nunes. A radiologista Mara também participou com uma apresentação que abordou alguns “Pitfalls” (dicas de diagnóstico) em Ressonância Magnética, mostrando que às vezes a imagem de um exame não é exatamente o que parece ser.

 

O artigo apresentado pelo Dr. Nunes – “Incidence of Subsequent Injury to Either Knee Within 5 Years After ACL Reconstruction With Patellar Tendon Autograft” – concluiu alguns dados relevantes: nas mulheres, o índice de lesão subseqüente à reconstrução do LCA é maior no joelho não operado; nos homens, o índice maior é de re-lesão; é maior o índice de lesão subseqüente em menores de 18 anos após reconstrução do LCA; e a volta ao esporte antes dos 6 meses não influenciou no aumento de lesões subseqüentes, segundo o autor apresentado.

 

A próxima Reunião de Revista do Grupo do Joelho de Campinas será no dia 14 de abril. O encontro foi antecipado devido ao feriado de Tiradentes, no dia 21. A Reunião terá início às 19h30 no Vitória Hotel. O endereço é avenida José de Souza Campos, 425.